Campanha da Fraternidade defende saneamento básico universal

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Campanha da Fraternidade defende saneamento básico universal

A Campanha da Fraternidade Ecumênica de 2016 defende o direito ao saneamento básico para todas as pessoas. O Conselho Nacional de Igrejas Cristãs do Brasil (CONIC) e a MISEREOR, organização dos bispos católicos romanos da Alemanha, lançam a campanha com o tema “Casa Comum, nossa responsabilidade”. E um versículo da Bíblia – “Quero ver o direito brotar como fonte e correr a justiça qual riacho que não seca” (Am 5,24) é o lema.

“A campanha é feita na quaresma, mas nós queremos que esse assunto seja tratado de forma permanente nas comunidades por todas as pessoas de boa vontade”, disse o conselheiro nacional André Luiz de Oliveira, representante da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil – CNBB.

Segundo o conselheiro, as comunidades cristãs são convocadas a mobilizar em todos os municípios grupos de pessoas para reclamar a elaboração de Planos de Saneamento Básico e exercer o controle social sobre as ações de sua execução. “Não falamos apenas de políticas públicas, mas também de atitudes responsáveis que todos devemos ter em relação à preservação ambiental”, diz Oliveira.

A Campanha vai alertar sobre o direito ao saneamento básico e debater políticas públicas e ações que garantam a integridade e o futuro do meio ambiente. “Diariamente, no Brasil, 5 mil piscinas olímpicas de esgoto sem tratamento são lançadas na natureza”, alerta o conselheiro, “se todos os brasileiros tivessem condições ideais de saneamento, as internações iriam cair 70%”.

O objetivo da é fazer uma reflexão crítica dos modelos de desenvolvimento, que têm orientado a política e a economia, a partir de um problema específico que afeta o meio ambiente e a vida de todos os seres vivos: a fragilidade e, em alguns lugares, a ausência dos serviços de saneamento básico.

O abastecimento de água potável, o esgoto sanitário, a limpeza urbana, o manejo de resíduos sólidos, o controle de meios transmissores de doenças e a drenagem de águas pluviais são medidas necessárias para que todas as pessoas possam ter saúde e vida dignas, segundo o texto base da campanha. “Esse tema tem um impacto direto na campanha pela erradicação do mosquito da dengue e Zika”, comenta o conselheiro, “porém, é principalmente um instrumento de promoção da igualdade”.

A combinação do acesso à água potável e ao esgoto sanitário é condição para se obter resultados satisfatórios na luta para a erradicação da pobreza e da fome, para a redução da mortalidade infantil e pela sustentabilidade ambiental. “Há que se ter em mente que justiça ambiental é parte integrante da justiça social”, segundo o texto base da campanha.

A campanha está em sintonia com o Conselho Mundial de Igrejas e também com o Papa Francisco, que têm chamado a atenção para o fato de que o atual modelo de desenvolvimento está ameaçando a vida e o sustento de muitas pessoas, em especial as mais pobres.

Segundo o texto base da campanha o atual modelo de desenvolvimento destrói a biodiversidade e, por isso, a perspectiva ecumênica aponta para a necessidade de união das igrejas diante dessa questão. “Nossa Casa Comum está sendo ameaçada”, diz o texto. “Não podemos, portanto, ficar calados. Deus nos convoca para cuidar da sua criação. Promover a justiça climática, assumir nossas responsabilidades pelo cuidado com a Casa Comum e denunciar os pecados que ameaçam a vida no planeta é a missão confiada por Deus a cada um e cada uma de nós”.

Da Redação do CNS

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