Ministro pede em video apoio de conselhos municipais na campanha contra o mosquito

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Ministro pede em video apoio de conselhos municipais na campanha contra o mosquito

O ministro da Saúde, Marcelo Castro, pede, em vídeo, o apoio do Controle Social na campanha contra o mosquito transmissor da Dengue, Chikungunya e Zika. “O mosquito não é invencível. Nós já o derrotamos, entre as décadas de 1950 e 1980, e temos exemplos de várias cidades brasileiras que eliminaram a infestação”, disse o ministro, durante a 277a Reunião do Conselho Nacional de Saúde, na manhã desta terça-feira (2). “E, nessas cidades, houve a participação da sociedade no controle”.

Marcelo Castro destacou a importância da Medida Provisória (MP) publicada nesta segunda-feira (01), que autoriza a entrada forçada de agentes públicos de combate ao mosquito Aedes aegypti em imóveis públicos ou particulares que estejam abandonados, ou no caso de ausência de pessoa que possa permitir o acesso ao local.

Campanha – Desde dezembro, os 266 mil agentes comunitários de saúde reforçam o combate ao Aedes aegypti nas residências. Eles se juntaram aos 46 mil agentes de combate às endemias, que já realizam o serviço junto à comunidade. Além disso, 1.837 militares das forças armadas estão reforçando, em 14 estados, as ações de eliminação dos focos do mosquito da dengue.

A meta atual do Ministério da Saúde é que as campanhas de esclarecimento baixem o percentual de imóveis com focos do mosquito, dos atuais 3% dos imóveis visitados para 1%. As visitas domiciliares são essenciais para o combate ao vetor. No contato constante com a população, os agentes de saúde incentivam os moradores a atuar de forma permanente para evitar depósitos de água nas residências.

Números – Até a segunda semana de visitas às residências, ocorridas em janeiro, os agentes de saúde e militares das Forças Armadas percorreram mais de 10,9 milhões de domicílios, sendo que destes, 2,7 imóveis estavam fechados e em outros 45 mil houve recusa dos proprietários. Estes e outros dados estão registrados na Sala Nacional de Coordenação e Controle (SNCC) de Enfrentamento à Microcefalia, instituída pelo Governo Federal para o enfrentamento ao Aedes e à microcefalia.

Os 10,9 milhões de domicílios visitados pelos agentes de saúde e militares das Forças Armadas representam 22,2% dos 49,2 milhões previstos, conforme balanço da Sala Nacional de Coordenação e Controle (SNCC) de Enfrentamento à Microcefalia.

O relatório contabiliza 3.183 municípios visitados, dos 5.570 definidos para serem vistoriados pelas equipes de combate em todo o País. Ao todo, 22 estados e o Distrito Federal registraram cobertura de visitas domiciliares no Sistema Informatizado de Monitoramento da Presidência da República (SIM-PR).

Durante as visitas, foram identificados 355 mil imóveis com focos do mosquito, ou seja, 3,25% do total. Além disso, houve a recusa de acesso a 45.719 imóveis. Houve, ainda, 2,7 milhões de domicílios fechados. A meta é reduzir o índice de infestação para menos de 1% de domicílios com foco.

Mosquito – O ministro disse que a estratégia do mosquito é muito eficiente. O ciclo de vida da fêmea é de 30-40 dias e nesse período produz cerca de 400 ovos. O ovo consegue ficar até 1 ano até receber água para eclodir, e basta 5 minutos de água para que ele vire larva, esse desenvolvimento do mosquito até a vida adulta dura até 10 dias. O mosquito já foi encontrado em 113 países, identificado desde 1779, quando foi registrada a primeira epidemia de dengue, que hoje ocorrem em diversas partes do mundo.

Da Redação do CNS

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